https://www.youtube.com/watch?v=53CNJnmFr5I
Vim responder-te a pergunta que me fizestes, se mesmo após todo o ocorrido eu ainda acreditava em amor. Pois bem, sim. Namorei exatos um ano e nove meses com uma pessoa por quem fui apaixonada três anos e meio, e mesmo culpando-me por acreditar que algo entre nós podia mesmo dar certo não posso negar que houve um período em que um amava o outro, ou ao menos algo no outro. Sempre haverá em uma relação aquele que ama mais, ou melhor, aquele que dá seu tudo para as coisas funcionarem sempre bem e na maior parte do tempo esse amor veio de mim. Não que isso seja bom, tal "amar mais " só é bonito em filmes de finais felizes, na vida real aquele que mais ama e luta é o que mais sofrerá para entender o fim. Tentarei explicar-te melhor por meio da minha história.
Eu vivia o namoro pelo qual lutei. Eramos um casal bom, não havia grandes brigas, discussões, nenhum tirava a liberdade do outro, passamos o fim de semana dirigindo pela cidade com o som no máximo cantando as musicas mais inusitadas, preparando os pratos mais estranhos,rindo das coisas mais estupidas. Nós eramos felizes, eu podia jurar-te que achava que eramos. Um dia aconteceu, ele dirigiu até a minha casa, me acordou e pronunciou as palavras proibidas : " Preciso falar com você ". Veja meu caro amigo, quando a gente ama e alguém destrói esse amor, conhecemos o lado ruim dele e o tanto que um amor pode destruir-te, e foi o que ocorreu quando ele contou-me a respeito da traição. Não foi por uma noite. Não foi com uma menina. A história era mais complexa do que um dia eu possa imaginar, e foi quando comecei-me a questionar o que era amor, o que eu havia vivido com ele esse tempo todo. Era apenas tudo uma mentira? Mas quem finge por tanto tempo? Passei por várias etapas, e nenhuma delas foi bonita. No começo eu apenas chorava e me apegava a qualquer ideia de que pessoas podiam de fato mudar, e talvez possam, mas não foi esse caso. Depois tentava-me convencer a tomar uma decisão entre perdoar ou terminar, e mesmo já sabendo que de nada adiantaria continuar, eu tentei só mais uma vez lutar por esse amor, que não me rendeu resultados. Por fim eu cheguei a conclusão de que não havia mais razões para lutar por um amor que eu nem ao menos sabia se um dia existiu. Me sentia exausta, passei tantos meses aguentando tudo " só mais um pouco " que decidi não aguentar mais nada, e ele não protestou. Foi um fim tão simples e "indolor" que espantei-me. Não houveram lágrimas, ou contestações, cada um apenas levantou e seguiu seu rumo.
Pois bem, porque acreditar no amor: Eu o amei. Lutei até o final, e acreditei que um dia podíamos ter tal felicidade para sempre, e ele me amando ou não, escolheu fazer essa história comigo, e a partir do momento em que você entra na vida de um individuo, você se torna responsável por uma relação. " Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" , e se eu não acreditar no amor terei que admitir que existem apenas lados ruins nas pessoas, que ninguém jamais conseguirá amar e cuidar de outro individuo sem por a sí mesmo em primeiro lugar e eu não quero acreditar que o mundo tenha se tornado tão egoísta.
Não tenha medo de sentir algo tão forte , porque nenhuma dor é infinita,mesmo o amor muitas vezes vindo acompanhado pela tristeza ele ensina-te a manter-se forte e a lidar com situações de uma forma diferente. Sim, é verdade, o amor machuca, destrói, e se permitir, pode fazer-te ver o mundo de uma maneira apenas pessimista e melancólica, mas ele também pode ser bom e mostrar-te sonhos, um mundo maior, mais otimista. Em todos os casos ele muda-te. No fim o amor pode ser facilmente comparado a uma montanha russa onde você pode sentir medo na subida e na queda, ou pode aproveitar o passeio e usar de experiencia na próxima.
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